terça-feira, 9 de agosto de 2011

Semana 23 de 08 a 12 de Agosto

Esse semana sai o boletim do primeiro semestre na sexta para quem não tem problema. No sábado, penso ser uma minoria, para aqueles e aquelas que não conseguiram 30 pontos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

semana 22 de 01 a 05 de agosto de 2011

Primeira semana de aula do segundo semestre de 2011.
Buscando inspiração em Mário Quintana (1906-1994) - o maior poeta gaúcho -:
"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação".

Quem planejou ler quatro livros em 2011, dois já deve ter lido. Afinal o primeiro semestre foi produtivo. Além das aulas, diversas atividades paralelas aconteceram, como palestras, filmes, visitas, debates, viagens, leituras, apresentações, encontros, desencontros... tudo isso e muito mais...
Uma escola é assim... além das aulas muitas ações ocorrem e justamente isso faz dela o local que mais tempo se encontram pessoas. É por natureza um espaço público, popular e pelo seu caráter público então ninguém é tratado com diferença nem com indiferença. Ali todos são iguais e isso é bom. Vamos fazer desse segundo semestre melhor ainda do que o primeiro. abraços a tod@s.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ollanta no Peru


Emir Sader
Com a posse de Ollanta como presidente do Peru, mais um pais se soma ao grupo de governos progressistas da América Latina.

domingo, 10 de julho de 2011

semana 21 - 11 a 15 de julho


"Presença Indígena no RS e interculturalidade" - encontro com Sandro Luckman, mestrando da UNIJUÍ e membro do COMIN. Ele é de Santo Ângelo e veio ao Pacelli dialogar com estudantes do ensino Médio. 3a,b,c, 2a,c,d e 1b, mais magitério lotaram o auditório das 8 às 10 horas dos dia 8 de julho. Foi a segunda oportunidade do ensino médio de formação nesse semestre com questões sobre a construção da noção de cidadania organizado pela área de ciências humanas.
O encontro com Luckman tratou da vida, da cultura e de aspectos gerais das comunidades indígenas do RS, especialmente os Kaingang e Guarani. Esta semana vou postar um comentário mais completo incluindo fotos. Seria importante também os estudantes postarem comentários sobre esse encontro. Abraços a a nova postagem será em agosto.

domingo, 3 de julho de 2011

Semana 20 - 4 a 8 de julho


Dito e feito. A presença de Diego Max foi muito boa. Depois de "Diários de Motocicleta" Diego - ator que interpretou "Che" no filme O Olhar de Che Guevara - esteve no Pacelli falando sobre sua vida de artista, os países por onde passou, as ruas de Buenos Aires, seu espetáculo do Che e do Charles Chaplin, cantou Mercedita, tomou chimarrão, viajou pela Europa, América Latina, EUA. Falou de revolução, de Cuba, de música, de poesia, de futebol, de juventude, de esperança, de educação, enfim cantou e encantou a todos e todas. No meio tiramos esse retrato para gravar que a escola pública e especialmente nossa "Área de estudos - ciências humanas"- está preocupada em melhorar a qualidade da educação. Mesmo numa manha muito fria, o ambiente ficou agradável, alegre e quente. Veja só...

domingo, 26 de junho de 2011

Semana 19 - 27 a 01 de julho

  • Caros estudantes: estou tratando de trazer Diego Max para sexta no Pacelli. Ele á ator e já interpretou Che no filme "Olhar de Che Guevara". Vejam o Site dele.

domingo, 19 de junho de 2011

Semana 18 - 20 a 24 de junho


Eric Hobsbawm aos 94 anos: o marxismo hoje

do DIÁRIO LIBERDADE

Fazendo Media - O blog do Beppe Grillo entrevistou Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores europeus vivos, e marxista.

A entrevista aconteceu no dia de seu 94º aniversário, quando esteve em Roma para o lançamento da tradução italiana de seu livro How to Change the World – Why rediscover the inheritance of Marxism. Hobsbawm analisa a possibilidade de uma deriva rumo à direita nos próximos anos na Europa, por razões conectadas à depressão econômica, à ânsia por segurança e à estagnação da União Europeia, arcada sob o peso da obrigação de ser cada vez maior e maior e pela falta de visão política comum. Além disso, os grupos militantes desenvolvem-se mais em regiões onde haja maior número de jovens – por exemplo no norte da África e nos países em desenvolvimento, não na Europa.

E Hobsbawm – que se apressa a esclarecer que é historiador, não futurólogo – fala sobre o que o marxismo passou a ser em nossos dias e os efeitos da mudança.


Sobre o marxismo hoje

Meu nome é Eric Hobsbawm. Sou historiador muito velho. Estou falando com vocês no dia do meu 94º aniversário. Durante toda a minha vida escrevi principalmente sobre a história de movimentos sociais, a história geral da Europa e o mundo dos séculos 19 e 20. Acho que todos os meus livros estão traduzidos para o italiano e são acessíveis; e alguns foram bastante bem recebidos.

Nossa primeira pergunta é sobre seu livro. O marxismo é considerado um fenômeno pós-ideológico. O senhor pode nos explicar por quê? E quais serão as consequências dessa mudança?

Eu não escrevi a expressão "fenômeno pós-ideológico" sobre o marxismo, mas é verdade que, no momento, o marxismo deixou de ser o principal sistema de crenças associado aos grandes movimentos políticos de massa em toda a Europa. Apesar disso, acho que sobrevivem alguns pequenos movimentos marxistas.

Nesse sentido, houve grande mudança no papel político que o marxismo desempenha na política da Europa. Há algumas partes do mundo, por exemplo, a América Latina, em que as coisas não se passaram do mesmo modo. A consequência daquela mudança, na minha opinião, é que agora todos podemos concentrar-nos mais e melhor nas mudanças que o marxismo provocou, nas conquistas permanentes do marxismo. Essas conquistas permanentes, na minha opinião, são as seguintes:

Primeiro, Marx introduziu algo que foi considerado novidade e ainda não se realizou completamente, a saber a crença de que o sistema econômico que conhecemos não é permanente nem destinado a durar eternamente; que é apenas uma fase, uma etapa no desenvolvimento histórico que acontece de um determinado modo e deixará de existir e converter-se-á em outra coisa ao longo do tempo.

Segundo, acho que Marx concentrou-se na análise do específico modus operandi, do modo como o sistema operou e desenvolveu-se. Concentrou-se, sobretudo, no estudo de como o sistema produziu crises enormes.

A principal vantagem da análise que o marxismo permite fazer é que considera o capitalismo como sistema que abriga contradições internas que periodicamente geram crises de diferentes tipos; e essas crises têm de ser superadas mediante uma transformação básica ou alguma modificação menor do sistema. Trata-de dessa descontinuidade, a assunção de que o capitalismo opera não como sistema que tende a se autoestabilizar, mas que é sempre instável e eventualmente, portanto, pode gerar grandes mudanças. Esse, me parece, é o principal elemento que ainda sobrevive do marxismo.

Terceiro, e acho que aí está a preciosidade do que se poderia chamar de um fenômeno ideológico, o marxismo é baseado, para muitos marxistas, num senso profundo de injustiça social, de indignação contra a desigualdade social entre os pobres e os ricos e poderosos.

Quarto, e último, acho que talvez se deva considerar um elemento – sobre o qual Marx talvez não concordasse comigo –, mas que esteve sempre presente no marxismo: um elemento de utopia. A crença de que, de um modo ou de outro, a sociedade chegará a uma sociedade melhor, mais humana, do que a sociedade na qual todos vivemos atualmente. Acho que respondi sua pergunta.

http://ronaldolivreiro.blogspot.com/2011/06/eric-hobsbawm-aos-94-anos-o-marxismo.html?spref=tw

Ver mais em